Quinta-feira, Outubro 25, 2007

Valter Lemos - Novo golpe no Ensino

Walter LemosAté quando um corpo enfraquecido resiste aos golpes do agressor? Porque os eleitores não encaram as eleições como uma batalha contra um exército invasor, foi possível instalar-se no Ministério da Educação um inimigo jurado do Ensino em Portugal. Absentista praticante, exibe no seu curriculo uma perda de mandato por faltas. A consideração que tem pelos professores é comparável à que se pode esperar de um mercenário da Blackwater para com os civis iraquianos. Hoje anunciou na TVI a grande medida para acabar de vez com retóricas de responsabilidade pedagógica: nenhum aluno reprova por faltas. Que se danem as condições em que as aulas são produtivas; que se dane a transmissão de conhecimentos; que se danem os limites materiais das forças - já muito esgotadas - dos professores; que se dane o aproveitamento dos não faltosos. Para este senhor, a água não é líquida à pressão atmosférica normal entre zero e cem graus centígrados. Com jeitinho, consegue-se mantê-la nesse estado pelo menos até aos mil graus. Só mesmo a sua arrasadora estupidez não tem limites conhecidos neste Universo.

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4 Comentários:

At 09:53, Blogger José Ferrão disse...

Fico à espera da resposta à pergunta que se impõe:
Afinal que efeitos podem ter as faltas dos alunos?
Para quê marcar faltas?

 
At 00:49, Blogger Maria Lisboa disse...

José, as faltas dos alunos vão, apenas, servir de "candidatura" à prova de recuperação! Ah! Também poderão servir para informar os EE que os seus rebentos não compareceram no armazém e que convém estarem atentos porque poderão andar nalgum sítio onde aprendam alguma coisa, o que pode ser prejudicial se um dia pretenderem ser futuros políticos! ;)

António, eles não pretendem mais do que isto:

http://ocartel.blogspot.com/2007/10/avaliao-dos-professores-e-o-estatuto-do.html

 
At 22:52, Blogger António Chaves Ferrão disse...

Maria Lisboa
Fui visitar o cartel e deixei lá um pequeno desafio.
Gosto muito de ler as tuas intervenções e, sabendo que somos, provavelmente, conterrâneos, ainda mais aprecio. Força.

 
At 16:44, Blogger José Ferrão disse...

Também já fui devolver a visita.
Não sabia que havia uma página com tantos professores a colaborar.
É uma pena que não exista um momento para a avaliação do ensino, como existe para a avaliação de tudo o resto: os alunos, os professores, as escolas e até o governo.

 

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