Segunda-feira, Setembro 17, 2007

Rubén Capitanio - Igreja Católica e Ditadura

Rubén CaputanioEstima-se que, durante a Ditadura entre 1976 e 1983, 15 mil cidadãos argentinos tenham sido mortos e centenas de milhares torturados ou desaparecido.
Rubén Capitanio é padre argentino e testemunha de acusação no processo movido contra um antigo colega seu de seminário, o reverendo Christian von Wernich. (AF)




A atitude da Igreja foi tão escandalosamente próxima da da Ditadura que eu diria que foi pecaminosa. A Igreja comportou-se como uma mãe que não cuida dos seus filhos. Não matei ninguém, mas também não salvei.
Há quem pense que este julgamento é um ataque à Igreja mas eu entendo que isto é antes um serviço prestado à Igreja. Ajuda-nos a encontrar a verdade. Muitos homens e mulheres da Igreja, até bispos, acabaram por partilhar a minha visão da realidade e do papel da Igreja. Temos muito que nos penitenciar.


Fonte: Argentine Church Faces ‘Dirty War’ Past
publicado em The New York Times a 17 de Setembro de 2007

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5 Comentários:

At 17:47, Blogger espumante disse...

Ja a Igreja ortodoxa russa soube manter-se alheada dos quantos mil??? milhares??? centenhas de milhar? O que? Milhoes???? a caminho do Gulag. Mas em Cuba, por acaso, a igreja catolica tem-se portado bem. Nao interfere. Nada a ver com estes impecilhos argentinos. Graças a Deus. Amen e Oremos!
Antonio Chaves Ferrao, tens posts...,. que se nao os escrevesses tinham de ser inventados.
Um abraço em nome do Pai, do Filho e do Holy Spirit!

 
At 00:47, Blogger António Chaves Ferrão disse...

espumante
Obrigado pelo simpático comentário. Na mesma lógica, poderias dizer que o New York Times (não sei se reparaste na fonte) tem artigos que, se não fossem escritos, teriam que ser inventados.
Já agora, ao referires-te a estas questões, a máscara não te incomoda? A mim incomodar-me-ía e muito. Gosto de assumir a responsabilidade sobre as minhas opiniões.
De qualquer forma, um abraço (com máscara ou sem máscara).

 
At 08:46, Blogger espumante disse...

Não percebi a da máscara, mas penso que não é importante.
Dediquei-te um post lá no Espumadamente. A sério, um artigo bem escrito por um economista, não por mim. Sei que vais discordar do artigo, mas, talvez por isso mesmo, dediquei-to, porque achei que o post está excelente.
Quasnto ao NY Times, claro que reparei na fonte. Uma das coisas boas na América é haver total liberdade de opinião. E tu sabes isso...
Um abraço

Ocorre-me agora. Essa coisa da máscara é o anonimato? É que há umas boas dezenas de leitores que me conhecem. E se não conhecerem, o meu nome verdadeiro bem no meu endereço de e-amil. É só clicar no meu personal profile...

 
At 08:48, Blogger espumante disse...

E se não conhecerem, o meu nome verdadeiro vem no meu endereço de e-mail. É só clicar no meu personal profile...

(correcção ao meu comentário anterior)

 
At 09:52, Blogger António Chaves Ferrão disse...

espumante
Já li e comentei. Agradeço a dedicatória.
Sobre a máscara, é o que referes. Bem sei que é possível chegar lá, porém, nesta matéria, há que ser directo e não camuflado. As partes mais obscuras dos diálogos já são suficientes para que se justifique andarmos a brincar ao jogo do esconde-esconde, feitos adolescentes. E nunca me sentirei à vontade na arena em condições de desigualdade. Por isso, o convite mantém-se de pé. E olha que não enjeito os temas que me propuseste.

 

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