Quinta-feira, Setembro 13, 2007

Kate McCann e a imprensa

Hoje falou-se num tal diário que Kate McCann possuirá e divulgou-se parte do seu conteúdo ao público (notícias em http://www.sic.pt/ ).

A exposição de sentimentos passados para o papel, sem autorização dos seus autores, é uma atitude, no mínimo, de má-educação.

É grotesco ler palavras escritas por um(a) qualquer jornalista sobre o assunto, sublinhando que Kate se queixa da hiperactividade de Madeleine e do marido que não a auxilia nas tarefas da educação dos filhos! É grotesco porque não tem qualquer interesse senão o de vasculhar a vida alheia. Além de que o que foi dito não incrimina ninguém!

Mais: mesmo que no tal diário estivesse escrito "matei a minha filha" isso só poderia interessar à polícia e nunca deveria ser divulgado, antes do julgamento, aos meios de comunicação. Aliás, nada pode ser divulgado do tal diário à população, sedenta de casos que lhe toldem a visão nítida para o que está a ser feito neste país!

Notícias deste tipo são "a cereja" do bolo envenenado que nos estão a oferecer para comer com o café!

Ora bem há aqui 2 situações possíveis:
1 - É verdade o que foi divulgado. Implicações: suspensão imediata do funcionário que passou a informação.
2 - É falso o que foi dito. Implicações: penalização adequada ao autor do texto.

Creio que nenhuma destas possibilidades se vai concretizar pelo que me vejo forçada a concluir que, afinal, sempre existe mais uma República das Bananas e, infelizmente andamos todos a saboreá-la, mesmo sem o queijo para acompanhar!

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2 Comentários:

At 18:47, Blogger kermit disse...

Concordo plenamente consigo. Esses atropelos à privacidade e dignidade humana têm não podem ser apenas punidos em códigos deontológicos da classe. Têm que estar previstos na lei geral. O divulgador tem que ser castigado.

 
At 23:28, Blogger Magda Nieto Reprezas disse...

Benvindo, Kermit.
Magda

 

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