Domingo, Setembro 30, 2007

Avaliar o quê?

A avaliação dos professores é certamente um tema merecedor da atenção, pela positiva, dos seus principais interessados, segundo proposta de Paulo Guinote, e torço para que valha o esforço. Porém, estou em crer que, pior que o avaliação dos professores pelo Ministério, ou a avaliação dos alunos pelos professores, está o assunto das próprias matérias leccionadas.
Olho para os novos programas de Física e vejo barbaridades a seguir a barbaridadess, autêntico assassínio da Física, tergiversada de ecletismo tecnológico estéril. Querem pôr alunos que não sabem cálculo vectorial a dissertar sobre padrões de radiação das antenas, nomenclaturas sobre faixas do espectro radioeléctrico, distinções entre modos de propagação transverso eléctrico e transverso magnético, tudo conceitos normalmente apresentados nas cadeiras finais de engenharia electrotécnica (ramo de Telecomunicações e Electrónica) e omissas em quase todos os restantes ramos de engenharia. Fará muito sentido falar-se, nestas condições, de sucesso nos métodos de avaliação? Ou o trabalho de profs e alunos não estará já comprometido antes de avançarmos a primeira proposta que imaginamos positiva neste domínio?

Etiquetas: ,

2 Comentários:

At 19:15, Blogger José Ferrão disse...

Há certas coisas que não devem ser para durar mais do que a ministra.

Esta e os professores titulares, de certeza que estão entre elas.

 
At 10:07, Blogger Jorge Ferrão disse...

Comecemos por ensinar a uma criança de seis anos qual é a frequência do topo da gama lumínica visível.

Agora perguntamos no teste: que côr é esta? (por baixo de um quadrado pintado).

Deste modo garantimos que só cabulando é que sai violeta.

Que tal?

 

Enviar um comentário

<< Home


hits: