Avaliar o quê?
A avaliação dos professores é certamente um tema merecedor da atenção, pela positiva, dos seus principais interessados, segundo proposta de Paulo Guinote, e torço para que valha o esforço. Porém, estou em crer que, pior que o avaliação dos professores pelo Ministério, ou a avaliação dos alunos pelos professores, está o assunto das próprias matérias leccionadas.
Olho para os novos programas de Física e vejo barbaridades a seguir a barbaridadess, autêntico assassínio da Física, tergiversada de ecletismo tecnológico estéril. Querem pôr alunos que não sabem cálculo vectorial a dissertar sobre padrões de radiação das antenas, nomenclaturas sobre faixas do espectro radioeléctrico, distinções entre modos de propagação transverso eléctrico e transverso magnético, tudo conceitos normalmente apresentados nas cadeiras finais de engenharia electrotécnica (ramo de Telecomunicações e Electrónica) e omissas em quase todos os restantes ramos de engenharia. Fará muito sentido falar-se, nestas condições, de sucesso nos métodos de avaliação? Ou o trabalho de profs e alunos não estará já comprometido antes de avançarmos a primeira proposta que imaginamos positiva neste domínio?
Etiquetas: Critérios de avaliação, ensino



2 Comentários:
Há certas coisas que não devem ser para durar mais do que a ministra.
Esta e os professores titulares, de certeza que estão entre elas.
Comecemos por ensinar a uma criança de seis anos qual é a frequência do topo da gama lumínica visível.
Agora perguntamos no teste: que côr é esta? (por baixo de um quadrado pintado).
Deste modo garantimos que só cabulando é que sai violeta.
Que tal?
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