Sexta-feira, Setembro 21, 2007

Alexis Debat - Escalada da guerra

Alexis Debat é director do terrorismo e segurança nacional no Nixon Center. A posição aqui mencionada foi tomada numa reunião organizada pelo jornal "The National Interest" a 2 de Setembro de 2007.(AF)


O Pentágono preparou planos para ataques aéreos massivos ao Irão, tendo em vista aniquilar a capacidade militar deste país em três dias.Alexis Debat


Fonte: Sarah Baxter, Pentagon ‘three-day blitz’ plan for Iran
publicado por TimesOnline
a 2 de Setembro de 2007

Etiquetas: , ,

4 Comentários:

At 21:55, Blogger espumante disse...

Não devia? Estar preparado para aniquilar um país que planeia ele próprio aniquilar outros? E que o diz sem rebuço?
A perversidade está em noticiar estas coisas como se os USA estivessem sempre prontos para a "escalada da guerra", a razoabilidade seria admitir que preparar a segurança nacional não é uma escalada de guerra , mas sim um imperativo de sobrevivência...

 
At 17:57, Blogger António Chaves Ferrão disse...

Espumante
É sempre um prazer e uma honra a tua visita.
Quando se afiam facas, há que tomar bastante atenção ao modo como as palavras são usadas e também o que cada uma das partes faz, para além do que diz. Que não se tolde o teu raciocínio nas malhas do facciosismo.
Neste momento, temo mais pela sobrevivência dos iranianos que dos estado-unidenses. Porquê?. Não tenho notícia que o Irão tenha colocado, há já mais de um ano, dois porta-aviões nucleares junto às águas territoriais dos Estados Unidos da América. Se, por acaso, souberes de algo que eu desconheça, informa-me. Sou todo ouvidos.

 
At 01:00, Blogger espumante disse...

Nestas questões, há dois tipos de manipulação grosseira. Uma, a que faz a própria imprensa no tratamento que faz dos acontecimentos mundiais. No Zimbabwe, por exemplo, há alegados atropelos aos direitos humanos e no Médio Oriente os palestinianos são activistas, insurgentes, combatentes da liberdade, etc.
A outra é a manipulação que se faz a pertir do que se escreve na imprensa, a partir de um determinado contexto. É uma estratégia velha da esquerda, mas nunca gasta. Entenda-se, retirar porções ou frases de uma peça jornalística para se transmitir uma ideia que corresponde apenas ao que se quer que os leitores interpretem.
No teu caso, é muito claro que o artigo Pentagon "three day blitz" plan for Iran da Times Online não contém a carga crítica que tu, ao transcreveres uma breve passagem, lhe pretendes imprimir.
Repito, é uma estratégia muito velha, ao estilo dos bons tempos da União Soviética, mas ainda hoje aproveitada pela chamada esquerda moderna.
Porque uma pessoa inteligente como tu tem de admitir que o sentido do teu post não é, realmente, o sentido do artigo da Times Online.
Aqui, seria a parte onde eu poderia transferir a acusação de facciosismo que me fazes para a forma como retiraste o sumo do teu post ao artigo em causa. Mas não o faço, por razões óbvias, como diria o nosso preclaro ministro dos Negócios estranjeiros a propósito do Dalai Lama.
Quanto aos porta-aviões... não será por causa deles que o Irão se entretém a jogar com a opinão mundial e, paulatinamente, se vai equipando com energia atómica. Nem, muito menos, de dizer alto e bom som quem são os países que têm direito a existir ou não. Pessoalmente, acho que dois porta-aviões é pouco, dada a ameaça. Mas os Israelitas já explicaram que têm meios para travar o Irão como fizeram há dias à Síria (curiosamente, pouco ou nada se disse sobre este ataque israelita, ou não foi um ataque? Ou nao convinha falar nele?).
Meu caro, eu acho que estamos a anos luz de encontrarmos um fio de convergência no nosso universo político. Isso não diminui o apreço e amizade em que te tenho, mas neste contexto específico, penso ser realmente um tempo perdido.
Um abraço

 
At 10:58, Blogger António Chaves Ferrão disse...

Meu caro, eu acho que estamos a anos luz de encontrarmos um fio de convergência no nosso universo político.
Não estaríamos tanto se algum esforço fosse dedicado a não fugir às questões. Não fui eu que levantei o problema da segurança nacional. Aceitei o desafio, para lembrar que são os EUA que estão a ameaçar, não apenas com palavras: não existem dois porta-aviões iranianos nas imediações das águas territoriais dos EUA; não existem 160.000 soldados iranianos nos países com fronteira dos EUA, sejam o Canadá ou o México; se tenho dúvidas quanto ao arsenal atómico do Irão, não tenho tantas quanto ao dos EUA. Concluo que é a segurança nacional do Irão que está sendo ameaçada numa medida sem paralelo à ameaça que o Irão possa representar para os EUA. Presumo que aceitas os termos deste desiquilíbrio, mas esqueceste o assunto para levantares outros. Que garantia posso ter que esses outros não merecerão da tua parte idêntico esquecimento, caso tente focar-me neles?

 

Enviar um comentário

<< Home


hits: