Sexta-feira, Junho 29, 2007

Uma cruzada contra o riso, Sr Sousa?

LOL

A palavra jocoso foi mencionada por duas vezes nos tempos mais próximos associada a processos disciplinares intentados pelo Governo do Sr Sousa contra funcionários públicos. O simples bom senso aconselharia uma abordagem totalmente distinta. O riso é uma arma temível contra qualquer figura pública. É tanto mais difícil de conter quanto mais fôr hostilizado pelo Poder. O Governo pediu aos cidadãos que aceitassem sacrifícios hoje em nome de uma bem aventurança futura; não poderá pedir-lhes que contenham o riso hoje para creditar numa futura gargalhada maior.
Foi pena a Constituição não consagrar o Direito ao Riso. Isso é apenas sintomático de quanto somos sorumbáticos. Mas não se fie o Sr Sousa nas aparências. A liberdade discricionária de que necessitava para aniquilar a vontade de rir de todos os cidadãos está totalmente fora do seu alcance: mais facilmente reparava o défice, fazia desaparecer o desemprego, baixava os impostos, dignificava o trabalho dos professores e ganhava no referendo para alienar o resto das competências dos órgãos de soberania nacional. Sabemos que não está nada fácil sair-se bem desta empreitada. Sabemos o quão reduzida foi a vontade do Sr Sousa em contar com a mobilização da vontade dos trabalhadores para ser bem sucedido, tendo preferido hostilizá-los continuadamente. Nada disto, porém, justificava que desse um passo tão obviamente voltado ao fracasso. Apesar de tudo, esperava que demonstrasse um pouco mais de maturidade. O Sr Sousa deveria saber que não há antídoto mais poderoso para preservar a sanidade mental daqueles que se vêem confrontados com desilusões sucessivas.

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1 Comentários:

At 00:19, Blogger Elisabete Ferrão disse...

Um destes dias, quando só tinha 30 Euro na conta fui por combustível no carro. Tinha mesmo que ser, lá programei a maquineta para por 10 Euro, mas ao tirar a agulheta desprogramei-a.
Comecei a por combustível e pus-me a deitar contas à vida, quando dei conta já tinha posto 46 Euro... Fiquei completamente atarantada, deu-me um ataque de riso... Onde está o cifão para tirar o que não posso pagar?...Só a mim...Ainda me dá vontade de rir!
A situação resolveu-se mas não foi pela austeridade.

 

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