SIM no referendo
Para acabar com as tretas. Para acabar com a hipocrisia dos que não aplicam a si aquilo que idealizam para o resto dos habitantes do planeta porque não sentem na pele as consequências do que dizem, ordenam ou votam. A música "Toda a Gente" dos "Da Weasel" é de certo modo adequada para este momento.
Votem "Sim". Como se o problema estivesse diante de vós próprios e não longe, aos ombros de um/a qualquer desconhecido/a.



7 Comentários:
Hipocrisia é o ato de fingir ter crenças, virtudes e sentimentos que a pessoa na verdade não possui. (Google "hipocrisia")
o SIM: finge que até às dez semanas a mulher está grávida sózinha, e que portanto "na minha barriga mando eu", alegando que "aquilo" que cresce dentro dela não tem qualquer autonomia e que portanto sem ela não é viável;
mas recusa-se a aplicar a ela própria esse conceito, ao solicitar à sociedade que lhe faça o aborto, reconhecendo assim que ela própria não tem autonomia suficiente para dar cumprimento à sua vontade mais íntima.
Como eu sou do NÃO fico a aguardar qual é a hipocrisia da minha posição.
Olá,
aqui estou eu a meter o nariz.
As mulheres já podem ter gravidezes partilhadas?
Com quem?
Como funciona? Quando está enjoada, cheia de dores de costas, ou com azia, passa a barriga ao outro? Ou passa o mau estar?
O sim finge que a mulher até às 10 semanas está gravida sozinha? e ainda alega «que "aquilo" que cresce dentro dela não tem qualquer autonomia e que portanto sem ela não é viável»?
Já é viável?!!
Como ousam?
As coisas que estou a aprender à custa deste referendo...
Coitada da mulher não consegue ficar gravida sozinha, não consegue abortar sozinha, e agora até já não está grávida sozinha!
Raúl:
É isso mesmo, pensar os problemas como se estivessem a acontecer connosco. Neste caso como se fosse mulher, é preciso(da parte dos homens)ter muita sensibilidade e honestidade.
Obrigada.
conheci um casal que decidiu, quando a mulher engravidou, deixar de fumar. uns dias depois, o homem quiz fumar um cigarro e disse à mulher : eu vou la fora fumar um cigarro. e a mulher respondeu-lhe perguntando: onde posso eu encontrar o la fora onde tambem eu posso fumar um cigarro ? sem mais comentarios...
Elisabete:
Meteste o nariz, e muito bem.
Eu limitei-me a procurar a difinição de hipocrisia, e depois aplicá-la àquilo que me toca como as razões mais correntes do SIM.
Como de costume, continuo sem resposta à questão que coloquei: qual é a hipocrisia do NÃO?
Já é viável?!!
Elisabete:
Como "já é viável?"?
Eu não disse que o filho já é viável, o que quis significar é que a mãe que procura a sociedade para lhe fazer o serviço, não tem "viabilidade" alguma para acusar o filho de não ser viável!
Quer dizer, a mãe a única coisa que consegue fazer sózinha, é decidir abortar: engravidou acompanhada, abortou acompanhada, e ainda se acha no pleno direito de acusar o filho de não conseguir viver sem os "préstimos" dela?
E isso é que é "pensar os problemas como se estivessem a acontecer connosco"?
Grande parte das vezes acredito que nem essa decisão ela toma sozinha. É empurrada, é precionada ou encurralada por um "estafermo" qualquer (perdiõem-me a má palavra mas é a melhor que me ocorre para designar quem faz isto), na realidade, nestes casos, a única coisa que pode fazer sozinha é ser consideráda criminosa.
"Hipocrisia é o ato de fingir ter crenças, virtudes e sentimentos que a pessoa na verdade não possui. (Google "hipocrisia")"
Dizem os defensores do Não:
Querem acompanhar e apoiar as mulheres nestes momentos dificeis, para evitar um aborto.
Mentira. Ou será verdade, desde que não seja nos serviços de saúde, mesmo porque era só o que faltava terem médicos, psicologos e técnicos de planeamento familiar a mimar essaszinhas.
Querem defender a vida intrauterina.
Mentira. Ou será verdade? Mas na realidade, o que preocupa mesmo é encaminhamento dos impostos.
Querem defender os direitos da criança que virá a ser.
Mentira. Ou será verdade?
Desde que seja algum benfeitor anónimo a zelar pela sua felicidade, e não eu ou a mãe.
Não me apetece continuar. Boa reflexão.
Eu sabia que a Elisabete não ia deixar em branco este bocado, e ainda bem que deixou esclarecido as suas razões para acusar de hipocrisia os argumentos do NÃO.
Quanto ao "decidir abortar" sózinha, eu referia-me como é óbvio, à pergunta do referendo, e não a qualquer opinião.
E poe aqui me fico, desejando boa reflexão a todos.
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