O sistema operativo segundo Tanenbaum
"É importante a fiabilidade do sistema operativo? Pergunte à sua avozinha. Quando compramos um aparelho eléctrico e o trazemos para casa, esperamos que funcione mal seja ligado à tomada. E isto é o que acontece normalmente, por muitos anos de utilização. Mas não é assim com os computadores, embora também devesse ser.""É tempo de repensarmos o sistema operativo. Aonde queremos chegar em 2007? Temos hardware com enormes possibilidades e a única razão porque os programas continuam lentos é a que o sistema operativo é muito fraco."
"Na maior parte das vezes, o desempenho não é questão: mau código, sim."
"O Windows NT 3.5 começou com 3 milhões e meio de linhas de código, em 1993; em 1996, o NT 4 já tinha 16 milhões de linhas de código; em 2000, o Windows 2000 chegou com 29 milhões de linhas de código e o Windows XP com 50 milhões de linhas de código. Penso que esta é uma má direcção de desenvolvimento."
"Corrigir maus programas no momento é certemente mais fácil que corrigir maus circuitos. Penso que teremos que tomar o caminho dos programas auto-correctores. Para que o índice de falhas do software ao longo de toda a sua vida útil se aproxime de zero, os sistemas operativos terão que ser pequenos."
"Teremos que começar por reduzir drasticamente a parte nuclear, assim como torná-la modular. O passo seguinte é isolar os componentes de comunicação com os órgaos periféricos (drives), assim como o sistema de arquivo (file system), para que os problemas verificados com algum deles não se propaguem."
"O princípio a usar é o da Autoridade Mínima: não outorgar maior autoridade que a estritamente necessária para o funcionamento de qualquer órgão. Desta maneira, a falha de um dos componentes não prejudicará os demais componentes do sistema operativo."
"Talvez a direcção que o Linux deva tomar seja a de um sistema operativo ultra-fiável, que trabalha todo o tempo e não enferme dos mesmos problemas que o Windows."
Excertos de:
Tanenbaum outlines his vision for a grandma-proof OS
publicado por Computerworld em 24 de Janeiro de 2007
Etiquetas: linux, sistema operativo, windows



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