Quarta-feira, Fevereiro 07, 2007

Michael Santarini - Questões da formação em engenharia

Que conjunto de aptidões serão necessárias para os engenheiros dos Estados Unidos da América (EUA), de forma a acompanhar o mundo em rápida mudança; quantos engenheiros serão necessários; onde farão falta? Estas são apenas algumas questões que os responsáveis para a educação nos EUA levantam ao tentarem definir o curriculo das próximas gerações de engenheiros, segundo Leah Jamieson, presidente e directora executiva do Institute for Electrical and Electronic Engineers (IEEE) para 2007, nas suas notas ao DesignCon 2007.

No seu discurso, Janieson, que também é decana em engenharia de John A. Edwarson no College os Engineering da Pordue University, apresentou uma larga lista de questões que os educadores deste sector estão a considerar para preparar melhor os jovens engenheiros para os desafios que irão enfrentar.

"Como se prepara a Universidade para criar o quadro geral em que se irão desenvolver as carreiras no futuro e que responsabilidades assumimos para garantir que as oportunidades de carreira existirão no dia em que completarem os seus estudos; ainda mais importante, nos quarenta anos seguintes?" perguntou Jamieson. "Devemos questionar-nos: terão os licenciados as aptidões e qualificações necessárias para uma carreira de quarenta anos?"

Um dos factores que motiva alterações curriculares é o surgimento de novas tecnologias que exigem conjuntos de conhecimentos multidisciplinares. "Há uma necessidade crescente de comunicação entre disciplinas para se conseguir projectos eficientes ao nível de sistemas", disse, salientando que outros factores são o ritmo da mudança, a globalização e questões de mão-de-obra.

Nos EUA, os educadores são também confrontados com o desinteresse pela engenharia em geral, acrescentou Jamieson, citando uma sondagem abrangendo alunos do secundário segundo a qual o interesse pela engenharia decresceu 18% desde 1991. Outros estudos indicam que, enquanto os vários graus que vão até ao bacharelato estão em rápida expansão na China e crescem moderadamente na Índia, nos EUA estão estacionários ou em declínio.

Além disso, muitos académicos sustentam que o semi-período de vida dos conhecimentos em engenharia está algures entre os dois e os sete anos, disse Jamieson. "Posso dizer-vos que, para nós que estamos dentro das universidades, eventualmente - se este período se reduzir abaixo dos cinco anos - e certamente - se se tronar inferior a quatro anos - iremos assustar-nos pois então irá acontecer que, com os alunos que entrarem agora e ao tempo em que terminarem o curso, metade do que tenhamos feito no primeiro par de anos poderá não ser relevante" acresentou. "É um pensamente estarrecedor, e por isso há que continuar a interrogar-nos sobre que partes são relevantes para que os conhecimentos estejam actualizados para além da data de graduação ou, no mínimo, nessa data."
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Jamieson salientou também que há membros da academia que propõem medidas mais radicais, tendentes a subir a fasquia da certificação em engenhria; tornando-a acessível apenas ao actual nível de mestrado. A idéia não é popular entre os estudantes de engenharia e menos ainda entre os seus pais, admitiu.

As linhas mestras da de Jamieson podem ser escutadas integralmente em DesignCon.

Tradução parcial do artigo:
The future of engineering education: More questions than answers
publicado por Voice of the Electronic Engineer em 2 de Fevereiro de 2007

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