Quarta-feira, Outubro 18, 2006

Nelio de Sousa - licença de maternidade



Se uma coisa pode ser dita de todo, deve ser dita claramente. Do que se não pode falar, é melhor calar-se.(Witgenstein)

Apesar da sua formação em humanísticas, a recomendação do filósofo não perece ter exercido grande influência no pensamento da Doutora Maria de Lurdes Rodrigues.

Nelio de Sousa, ao destrinçar o emaranhado da proposta ministerial de revisão do Estatuto da Carreira Docente, mais parece alguém a esgrimir um adversário que vai trocando a espada pela lança, logo pela funda, logo por qualquer arma invisível.

Procure o leitor compreender este problema simples: que sorte espera um professor que queira usufruir da licença de maternidade ou de paternidade, à luz daquela proposta.

2 Comentários:

At 22:53, Blogger Paulo G. disse...

Neste momento há uma certa batida em retirada nesse aspecto.

http://educar.wordpress.com

 
At 10:20, Blogger António Chaves Ferrão disse...

Paulo G
Times are changing, não há dúvida.

Alguns breaks in the wall já caíram:
1. O controlo dos meios de difusão é garantia de condicionamento da opinião pública.
2. A multiplicação de sindicatos é suficiente para destruir a unidade dos trabalhadores.
3. Os professores defendem privilégios incompatíveis com a sua função social (Vital Moreira, finalmente convertido ao salazarismo).
4. Dois dias sem ganhar são suficientes para vergar a vontade dos professores.

Claramente, alguém sobrevalorizou os ganhos de alguns trunfos.
Nas águas menos poluidas que correm hoje há uma janela de oportunidade que não existia até há dois dias. Que a questão central da Avaliação seja tratada com o sentido de responsabilidade que até aqui os professores conseguiram demonstrar - para espanto dos incrédulos - é só o que desejo. Obrigado aos professores e obrigado ao Educar
por me ajudarem a sonhar com um Portugal digno.

 

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