Segunda-feira, Setembro 25, 2006

Guy Dinmore - A CIA "recusou-se a operar" prisões secretas

Este mês a Administração Bush teve que esvaziar as suas prisões secretas e transferir os suspeitos de terrorismo para o centro de detenção militar de Guantânamo em parte porque os interrogadores da CIA se recusaram a prosseguir os interrogatórios e gerir instalações secretas, segundo antigos oficiais da CIA e pessoas próximas do programa.

Antigos oficiais disseram que a recusa dos interrogadores seviram para pressionar a Administração Bush a agir mais cedo do que desejaría.

Quando o Sr Bush anunciou a suspensão do programa de prisões secretas num discurso anterior ao quinto aniversário do ataque terrorista de 11 de Setembro, alguns analistas pensaram que ele estava a tirar partido do momento para influenciar as eleições intercalares do Congresso em Novembro.

A Administração justificou publicamente a sua decisão pelas dúvidas envolvendo as técnicas de interrogatório que se consideram admissíveis, na sequência da decisão de Junho do Supremo Tribunal segundo a qual todos os suspeitos de terrorismo detidos se encontravam globalmente abrangidos pelo Artigo 3º das Convenções de Genebra.

Mas antigos oficiais da CIA disseram que a decisão do Sr Bush foi imposta porque os interrogadores se recusaram a continuar o seu trabalho até que a situação legal fosse clarificada, pois estão com medo de seram acusados de usar tecnicas ilegais. Uma fonte da agência disse também que a CIA se tinha recusado a manter as prisões secretas.

Oficiais superiores e o próprio Bush estiveram próximos de admitir isso ao afirmarem que os interrogadores estão à espera de um esclarecimento legal. Mas nenhum oficial chegou a confirmar directamente quando é que o programa será desactivado.

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Ler o artigo completo em inglês no Financial Times de 25/09/2006.

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