Portugal, o ambiente e os seus compromissos internacionais

Como se sabe, existem partículas sólidas em suspensão na troposfera ( parte da atmosfera onde nos movimentamos ). Essas partículas têm diâmetros que podem variar entre 0,01 micrometro e 100 micrometro ( 1 micrometro = 0,000001 m ). São designadas genericamente por matéria particulada e representadas pela sigla PM ( Particulate Matter ). Estas partículas têm origem diversa: motores de veículos, queima de lenha, incêndios, poeiras provenientes de construções, aterros, agricultura, ventos, indústria...
É importante perceber que as PM em suspensão na atmosfera alteram os ecossistemas, aquáticos ou não. Nos lagos e ribeiras turvam a água, reduzindo a fotossíntese das suas plantas. Fora de água provocam diminuição de visibilidade a média e curta distância, contribuindo para o smog das cidades, tal como os compostos orgânicos voláteis ( COV ) utilizados em tintas e vernizes como solventes em grande escala, proporcionando determinadas reacções químicas com os óxidos de azoto de origem natural ou antropogénica.
Esta situação aumenta significativamente o risco de morte por cancro de pulmão e por doenças do foro cardíaco, para além de provocar alergias, asmas e bronquites agora tão comuns nas crianças de cidade.
Pelo cumprimento de acordos comunitários e internacionais, na União Europeia, a emissão total de PM com diâmetros iguais ou menores do que 10 micrometro, reduziu-se 34%, em média, entre 1990 e 1999. Esse decréscimo resultou essencialmente da aplicação de conversores catalíticos nos veículos mais recentes e na colocação de filtros adequados nas chaminés industriais.
Entretanto Portugal aumentou as suas emissões de partículas finas, durante o mesmo período, em cerca de 10 %. Teve a acompanhá-lo a Grécia.
Este facto evidencia a ausência de inspecções eficazes a indústrias poluentes em materiais particulados ou legislação deficiente, no nosso país, pois há empresas que pagam anualmente as suas multas por as suas fábricas ultrapassarem os níveis de poluição permitidos por lei ( refiro-me aos efluentes gasosos ). As administrações destas empresas preferem fazê-lo a alterarem as tecnologias utilizadas de modo a reduzirem a poluição produzida porque lhes sai mais barato.
É preciso mais eficácia por parte dos governantes, é verdade, mas nós, os cidadãos comuns, também podemos fazer qualquer coisa para ajudar a alterar este estado de coisas:
evitar queimas desnecessárias; deixar de fumar ( e porque não? ); termos os nossos veículos inspeccionados regularmente; não deitar beatas acesas, e já agora nem apagadas, pelas janelas dos carros durante uma viagem; viajar a 90 Km por hora em vez de ser a 120, pois não só se gasta menos combustível ( logo produz-se menos PM ) como se contribui menos para o efeito de estufa, já que se lança menos dióxido de carbono para a atmosfera; andar a pé sempre que possível; estarmos atentos ao início de qualquer incêndio e avisarmos de imediato o 117... enfim, há muitas mais coisas que podemos fazer também sem esperarmos que os outros as façam. E fazê-lo é evidenciarmos alguma cidadania já para não falarmos em inteligência.
De qualquer modo, mais sugestões são bem vindas.
É importante perceber que as PM em suspensão na atmosfera alteram os ecossistemas, aquáticos ou não. Nos lagos e ribeiras turvam a água, reduzindo a fotossíntese das suas plantas. Fora de água provocam diminuição de visibilidade a média e curta distância, contribuindo para o smog das cidades, tal como os compostos orgânicos voláteis ( COV ) utilizados em tintas e vernizes como solventes em grande escala, proporcionando determinadas reacções químicas com os óxidos de azoto de origem natural ou antropogénica.
Esta situação aumenta significativamente o risco de morte por cancro de pulmão e por doenças do foro cardíaco, para além de provocar alergias, asmas e bronquites agora tão comuns nas crianças de cidade.
Pelo cumprimento de acordos comunitários e internacionais, na União Europeia, a emissão total de PM com diâmetros iguais ou menores do que 10 micrometro, reduziu-se 34%, em média, entre 1990 e 1999. Esse decréscimo resultou essencialmente da aplicação de conversores catalíticos nos veículos mais recentes e na colocação de filtros adequados nas chaminés industriais.
Entretanto Portugal aumentou as suas emissões de partículas finas, durante o mesmo período, em cerca de 10 %. Teve a acompanhá-lo a Grécia.
Este facto evidencia a ausência de inspecções eficazes a indústrias poluentes em materiais particulados ou legislação deficiente, no nosso país, pois há empresas que pagam anualmente as suas multas por as suas fábricas ultrapassarem os níveis de poluição permitidos por lei ( refiro-me aos efluentes gasosos ). As administrações destas empresas preferem fazê-lo a alterarem as tecnologias utilizadas de modo a reduzirem a poluição produzida porque lhes sai mais barato.
É preciso mais eficácia por parte dos governantes, é verdade, mas nós, os cidadãos comuns, também podemos fazer qualquer coisa para ajudar a alterar este estado de coisas:
evitar queimas desnecessárias; deixar de fumar ( e porque não? ); termos os nossos veículos inspeccionados regularmente; não deitar beatas acesas, e já agora nem apagadas, pelas janelas dos carros durante uma viagem; viajar a 90 Km por hora em vez de ser a 120, pois não só se gasta menos combustível ( logo produz-se menos PM ) como se contribui menos para o efeito de estufa, já que se lança menos dióxido de carbono para a atmosfera; andar a pé sempre que possível; estarmos atentos ao início de qualquer incêndio e avisarmos de imediato o 117... enfim, há muitas mais coisas que podemos fazer também sem esperarmos que os outros as façam. E fazê-lo é evidenciarmos alguma cidadania já para não falarmos em inteligência.
De qualquer modo, mais sugestões são bem vindas.



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