Os três F's
1)Marques Mendes exige que o PS não toque nos impostos. Não deve, concerteza, significar que o PS seguiría um mau exemplo, pois aumentar o IVA foi precisamente o que o PSD fez no período homólogo da sua última Legislatura no Governo. Muitos pequenos comerciantes se viram na necessidade de ampliar os seus esforços e os seus horários de trabalho para fazer face aos compromissos financeiros. Outros não aguentaram o embate, e fecharam as portas. O resultado líquido foi: depois do aumento do IVA, a colecta global diminuiu. Resultado perfeitamente natural para um Governo incompetetnte. Perdidas as eleições tudo muda. Agora trata-se de recuperar os votos perdidos, logo, convém colocar-se numa postura de defesa dos eleitores contra as tentações ignominiosas do Governo do PS apertado pelo déficit. Very clever.
2) Marques Mendes exige que o PS tenha a coragem de desencadear os despedimentos na Função Pública. Não foi com estas palavras, mas reduzir a despesa é praticamente o sinónimo disso. Mas porventura o PSD deu algum passo, enquanto Governo, nesse sentido? De onde lhe vêm semelhantes créditos, que o autorizem neste momento a recomendar a outros? Porque não diz o óbvio: que sería altamente favorável ao PSD, de um ponto de vista de resultados nas Eleições Autárquicas, que o PS abrisse desde já esse capítulo? Much clever.
O PS está numa encruzilhada. Não quer repetir o espectáculo deprimente de culpar o Governo anterior por todos os males, com fez o PSD de Durão Barroso. Não quer faltar aos compromissos eleitorais. E quer ganhar as Eleições Autárquicas de Outubro.
O Presidente do Banco de Portugal, vai repetindo a fórmula: de cada vez que muda o Governo, estuda durante quinze dias para avaliar a situação do País e produzir sábias recomendações: que, por acaso, são sempre as mesmas. Será que só lhe pagam a salário quando muda o Governo? Não é justo. Devería ser pago todos os meses, para que avaliasse a situação do País em permanência e nos mantivesse informados.
Tudo isto tem mais aspecto de gestão de ganhos e perdas eleitorais que de preocupação com a situação do País. Felizmente a Festa do Futebol vai alta, Fátima vai bem e recomenda-se e o Fado recupera de tempos mais difíceis. Pois bem cinzenta devería ser a vida se contasse apenas com semelhantes salvadores da Pátria.



6 Comentários:
Futebol, Fátima e Fado...
Onde já ouvi isto?
Acho que devias pôr estas palavras em "bold" para destacar os 3 ffs.
1 bji
oooooo
O timing de V. Constâncio não é inocente. Tal como a evidente estratégia de se lubrificar bem o rebanho antes de se dar a notícia. Típico PS.
Tenho andado ansioso é em ouvir Jorge Sampaio dizer que há vida ara além do defice.
E só porque é da mais elementar justiça, deve ser referido que o défice anunciado de 6.8 % compreende algumas propostas eleitorais do PS, com sejam a gratuitidade das SCUT, o aumento dos funcionários públicos, entre outras enormidades. Vai ao Blasfémias que estão lá outras promessas e que o Banco de Portigal decidiu ( e bem) considerar no cálculo.
Depois diz que sou eu que tenho má vontade
:)
espumante
Concede-me a graça de não te ter na conta de "má vontade". As nossas preferências clubísticas - com excepção do Sporting - são de facto díspares, mas cá vamos sobrevivendo à tormenta. E mesmo quando te moves sobre outros carris, continuo a apreciar a tua escrita, talvez mais do que suspeitas.
Com tempo, irei visitar o Blasfémias, mas bastava dizeres para eu acreditar.
Volta sempre. Um grande abraço.
Magda
Há mais palavras começadas por F que também me apetecia pronunciar em bold e com fontsize gigantesco. Não fazendo para umas, não faço para nenhumas. Além que que bold é um recurso desaconselhado na tipografia (a minha nova vocação).
bji
Dasse...
:)
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